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Regiões Vitivinícolas

Tejo

A Região do Tejo, anteriormente designada Ribatejo, estende-se ao longo do vale do rio Tejo, numa extensa planície desde Lisboa até ao rio Zêzere.

Tejo
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A fertilidade dos seus solos e o clima mediterrânico, com temperaturas amenas ao longo do ano, criam condições ideais para a plantação de vinha. Devido aos custos de produção reduzidos, esta fértil região é conhecida por produzir vinhos brancos e tintos, de grande qualidade, a um preço extremamente competitivo.
Informação

A fama dos vinhos do Tejo é anterior à fundação da nacionalidade. D. Afonso Henriques, em 1170, referiu-se aos vinhos do Ribatejo no foral da cidade de Santarém. Os vinhos do Tejo chegam a ter algumas referências na literatura portuguesa, como por exemplo, na referência que Gil Vicente faz aos vinhos ribatejanos na sua obra "Pranto de Maria Parda".
O Tejo subdivide-se em seis sub-regiões, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar. Tomar é a região mais fresca e Coruche a mais quente, com uma paisagem em tudo semelhante à paisagem alentejana. Na região encontramos três zonas distintas de produção, a Charneca, o Bairro e o Campo. A Charneca localiza-se na margem esquerda do rio Tejo, com solos arenosos e férteis. O Bairro situa-se entre o vale do Tejo e Porto de Mós, com solos argilo-calcários, é um terroir ideal para as castas tintas. Já o Campo situa-se nas extensas planícies adjacentes ao rio Tejo. Esta é uma zona de excelência para a produção de vinhos brancos. A legislação permite a plantação de diversas castas nacionais e internacionais nesta região. Assim, às tradicionais castas brancas, tais como, Arinto, Fernão Pires, Tália, Trincadeira das Pratas e Vital, juntam-se a Chardonnay e Sauvignon Blanc. Já no que se refere às castas tintas tradicionais, como a Castelão e Trincadeira, somam-se a Aragonez, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot.

Independentemente da designação DOC ou Regional, o terroir do Tejo sente-se em qualquer dos seus vinhos. Os brancos são muito frutados, aveludados e suaves e os tintos apresentam-se jovens, aromáticos e de taninos suaves. Na região produzem-se ainda vinhos licorosos e espumantes.
Enoturismo
Enoturismo
A Região do Tejo, terra de castelos, mosteiros e igrejas, tem o rio a rasgar as suas terras fazendo nascer paisagens de rara beleza natural e rural. Neste local as vastas planícies são preenchidas com o cultivo de legumes, fruta, vinha e pela criação de cavalos. É uma terra rica em tradições, na qual a cultura é marcada pelos trajes e pelas danças fortemente ritmadas, retratando em cantigas e danças a vida do campo e a riqueza das suas planícies. As feiras e festas relacionadas com a agricultura, vinha e coudelaria demonstram que a cultura ribatejana está intimamente ligada às atividades "da terra".
A Rota do Vinho do Tejo constitui um roteiro de caráter cultural e gastronómico, com o vinho em plano principal.
A cidade gótica de Santarém e o Convento de Cristo, em Tomar, são alguns dos monumentos mais belos e emblemáticos da região. As Serras de Aire e Candeeiros embelezam a paisagem e convidam a caminhadas e atividades ao ar livre. Na zona ribeirinha os passeios nos barcos varinos, pelo Tejo, permitem observar e conhecer a magnífica reserva natural do estuário do Tejo, o Castelo de Almourol, erguido sobre uma pequena ilhota e a pitoresca vila de Constância. Na região é ainda possível conhecer uma panóplia de imponentes castelos, mosteiros e igrejas, sinais profundos de uma História rica em eventos que marcaram Portugal.
A variedade gastronómica da Região do Tejo leva-nos a uma viagem de sabores e tradições. As lezírias do Ribatejo e as grandes herdades do Vale do Tejo dão origem a carnes puras que o saber popular desde cedo acolheu à mesa. Do Alentejo vieram outras influências, das quais as açordas e as migas são apenas exemplos. Os pratos mais caraterísticos da região são a sopa da pedra, o ensopado de borrego, a carne à zimbro, o magusto com bacalhau, a açorda de sável, ou os famosos enchidos ribatejanos. Nos doces destacam-se as celestes, os arrepiados, os pampilhos e as fogaças.
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